Caros Leitores

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". A educação precisa tanto de formação técnica e científica, como de sonhos e utopias.
Sejam Bem Vindos!



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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Apresentação do "Corpo Negro" Grupo Cultural Afro - Brasileiro no Aniversário de 14 anos do CAIC

Hoje o “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro do CAIC veio mostrar duas variações culturais dançantes no 14° aniversário da Escola Aureliano Joaquim da Silva – CAIC.















O 1° número apresentado veio resgatar as origens culturais africanas por meio de uma coreografia voltada ao som do atabaque, os alunos (as) mostram a energia, a beleza, a garra, a força que existe na dança afro – brasileira.





























O trabalho com os participantes do grupo desde o inicio do mês de abril esta sendo voltado para o dia 13 de maio “Abolição da Escravatura” várias ações estão sendo programadas para o mês de maio que difunda a cultura africana e outras de forma que a sociedade esteja engajada nas culturas populares e manifestações culturais.










































A 2° Apresentação no 14° aniversário da Escola Aureliano Joaquim da Silva foi representada pela cultura “pop music” um espetáculo que visou a moda visual, um estilo diferente e contagiante que envolveu valores culturais e sincronismo.































“O Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro vem inovando criando e diversificando, difundindo uma cultura diferente que vem conquistando os alunos que estão a cada aula mais interessados, a equipe da escola que vem demonstrando um grande apreço pelo grupo, pais, familiares a comunidade do Bairro Novo Tempo II e toda sociedade que assiste as belíssimas apresentações do Corpo Negro. Mais uma vez gostaria de agradecer a toda equipe CAIC, em especial a supervisora do “Corpo Negro” Beatriz Menezes que contribui com a parte pedagógica do grupo de dança e que faz dele esse sucesso que esta sendo a cada dia.














Projeto Entre na Roda “Aula de Pintura”

A supervisora Cida Marques do Projeto Entre na Roda, realizou atividade dirigida no sábado 17/04 os alunos assistiram a um vídeo inspirado pelo cantor toquinho música “aquarela” criaram diversos tipos de desenhos mostrando o poder da arte e criação que cada um possui.

Parabéns a supervisora Cida Marques por esta atividade tão bem elaborada e a todos que estiveram envolvidos na mesma.

















segunda-feira, 19 de abril de 2010

Será que ainda existe dia do índio ?















Hoje não irei postar um artigo para que meus leitores e alunos possam absorver conhecimentos, irei usar as mais simples palavras para descrever a indignação do esquecimento dessa data que merece não ser lembrada, mais sim vivenciada de forma que as pessoas se socialize com essa cultura.

19 de abril é comemorado o dia do índio, mas hoje no decorrer do dia ... parei e comecei a pensar sobre esta data, as horas foi se passando ... e não vi nada de mais... nenhuma movimentação cultural na cidade ... ninguém comentou nada sobre o assunto ... nos jornais tanto impresso como na televisão ninguém se pronunciou, na faculdade nada foi dito sobre o tema ... a rádio só se fala de política “um político falando do outro e você nem sabe quem esta certo ou errado” ...
O único momento que eu cheguei a ver algo sobre o assunto foi quando meu sobrinho Gabriel chegou da escola as 17:15h com o rosto pintado de verde e amarelo com dois riscos, e um cocar feito de papel. Foi o único momento que eu vi algo sobre o dia do índio.















Mas vem cá! Cadê os índios do nosso pais ?
Cadê as historias, os rituais, as danças, as comidas e os costumes indígenas ?
Por que é tão fácil falar de violência, corrupção, da vida do outro, e é tão difícil falar um pouquinho daqueles que construíram a identidade cultural desse pais chamado: Brasil.

E esses 2 riscos no rosto do meu sobrinho, esse cocar feito de papel será quem tem alguma importância, será que ele vai saber identificar o porque daqueles 2 riscos e do cocar ? Ou isso foi feito apenas para não passar em branco esse dia na escola! Cadê as multiplicidades de pinturas indígenas que existe, já observou os professores de hoje em dia só fazem 2 riscos nos rostos dos alunos e muitos deles nem ser quer sabe o que significa.

Eu as vezes paro e fico envergonhado com certas ocasiões que acontecem, como as pessoas estão sem cultura, sem fonte de pesquisa, sem estudo, sem consciência do que é ser brasileiro, cidadão, educador, político, advogado entre outras profissões. As pessoas estão muito gananciosas, hoje não se vê diálogo entre pai filho, as famílias não fazem as refeições na mesa todos unidos, as crianças em vez de estar brincando e curtindo seus momentos de infância, estão na frente de um computador falando com estranhos. As drogas estão cada vez mais cedo tomando conta dos adolescentes.
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Deixo a música do Grupo Facção Central como reflexão a este dia:

Link da música abaixo, copia e cola no navegador:
http://www.youtube.com/watch?v=9Z1704qGhxg


Mudar o mundo é impossível é o q a maioria diz
Engole a dor engole o ódio e tenta ser feliz
Muitas vezes já pensei sinceramente em desistir
Nessas idas e vindas da minha vida... Certo dia numa esquina
Fui separar uma briga dois moleques de rua
Roupa velha toda suja naquela calçada imunda
Retrato do descaso produto da miséria
O clima se acalmou e nos trocamos uma idéia
No final perguntaram quem eu era...
Sou ALIADO G do grupo FACE DA MORTE
Graças a Deus eu tenho família eu tive outra sorte
E o moleque canto um trecho do TATICO CINZA
E perguntou p/ mim vc já fez show lá em Brasília?
Eu respondi q sim... Ele todo sorridente
Então quando voltá-la leva um recado ao presidente
Pra não deixar mais a policia vir aqui bater na gente
Mandar comida pro sertão que o povo ta passando fome
Aqui a gente se vira roubando bolsa de madame então...
Vi os olhos deles brilhar
Mesmo sem ter um lugar pro coitado se abrigar
Do frio e da chuva apesar
De sua coberta ser a lua ele é o futuro da nação
É a esperança deitada numa cama de papelão
Que divide a calçada com os vira-latas
Que atravessa as madrugadas geladas e tem amor no coração
E ainda pensa na fome dos irmãos do sertão
Infelizmente essa é sua rotina
Desse jeito leva a vida ate a próxima chacina
Ele é apenas mais um que o imperialismo extermina
É por essa e outras q não posso parar
Preciso continuar minha luta contra isso
Já sei qual o caminho
Já conheço o inimigo
To ligado sangue bom também sou cheio de defeitos
Mas não posso me cansar porque não tenho esse direito!

sábado, 10 de abril de 2010

“Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro, faz Apresentação na Abertura do Seminário de Formação de Professores "PIBID"

Hoje mais uma vez o “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro Brasileiro do CAIC deu um show de dança no palco do conservatório estadual de música, na abertura do seminário de formação de professores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID.
Os alunos do “Corpo Negro” foram acompanhados pelo professor e coreógrafo: Gustavo Júnior e pela supervisora Beatriz Menezes.
Desde a chegada ao evento fomos muito bem recebidos pela equipe de execução do PIBID que nos acolheu de forma muito receptiva.
O palco em si e os dançarinos encantaram a platéia que por diversas vezes sentados nas cadeiras, se remexiam e movimentavam ao toque e ritmos das músicas apresentadas.
O “Corpo Negro” esta em momento de muita interação com palco, os dançarinos e o público, sem dizer da forma de trabalho que esta em cada aula com bastante produtividade, estaremos preparando durante esse mês de abril para se apresentar no aniversário do CAIC, um evento muito bem preparado por toda a equipe CAIC, que faz com pequenos gestos grandes conquistas. Estará acontecendo horários extras para melhor aperfeiçoamento nesta apresentação que serão: as segundas feiras das 15h ás 16:30h as quartas – feiras das 13h as 14:30h no auditório do CAIC “Aureliano Joaquim da Silva”
Não se esquecendo que os nossos horários fixos continuam normalmente as sextas – feiras das 13h ás 15h e aos sábados das 7:30 as 11:30.

Abaixo segue um texto para os alunos do “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro ler e continuar acompanhando os artigos do blog que muito contribui para o processo de formação cultural de cada um.

Quando meu corpo dança ...

Eu danço aquele dia. Danço aquilo que fiz. Danço aquilo que pensei. Danço aquilo que senti.
No mover dos meus braços está aquela felicidade. Estão em meu rosto todos os sorrisos...
Danço aquela lembrança, aquele passado nunca esquecido. Nas minhas pernas está esse caminhar longínquo enquanto danço...
Danço aquele alguém. Danço o amor. Está em meus olhos enquanto me movo...
Danço aquela discussão que tivemos. E aquela que não. A raiva que senti está em meu rosto, enquanto meu corpo faz aquele movimento... sai pelos meus poros junto ao suor...
Danço aquela dor. Meu corpo diz... Diz sobre meus medos e minhas angústias enquanto danço...
Danço aquilo que gostaria de falar e não falei. Digo com o meu corpo enquanto danço. Quando travei meus dentes com força para prender as palavras que queriam sair... não saíram naquele momento, mas saem naquele giro...
Danço aquela mágoa, deixando passar o momento. Era sofrimento. Torna-se perdão naquele salto...
Danço aquele choro. Meu corpo desenha as lágrimas e diminui o tamanho daquela dor enquanto danço...
Danço os meus segredos. Os mais íntimos e indizíveis. Meu corpo escreve essas palavras não ditas enquanto danço. Até os meus dedos movimentam essas sensações...
Danço os meus sonhos, minhas fantasias... estão em cada passo. Meu corpo paira sobre nuvens... são os meus sonhos esquecidos... perdidos... estão ali enquanto danço...
Danço a minha vida. Os movimentos, ao mesmo tempo que refletem, revivem... vivem... resolvem... tocam... terminam... começam...
Mostram e me tornam aquilo que sou...
Danço tudo de mim.
Danço a mim mesmo...
E, ao fim, ofegante... respiro a minha história.

Com carinho Professor e Coreógrafo: Gustavo Júnior
10/04/2010