Caros Leitores

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". A educação precisa tanto de formação técnica e científica, como de sonhos e utopias.
Sejam Bem Vindos!



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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

II Festival de Dança Afro - Brasileira do CAIC

Na noite do dia 27 de novembro, a quadra poli esportiva do CAIC foi palco do II Festival de dança afro – brasileira, evento idealizado pelo Projeto “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro/Sub Programa de Mobilização Projeto Entre na Roda.
Ao longo desses dois anos trabalhando com os alunos do “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro, finalizo esta etapa com a certeza de dever cumprido, no decorrer das aulas percebi como aprendi com os meus alunos, poderia aqui dizer que mais aprendi do que ensinei, quando via os olhos dos alunos brilhar com os meus ensinamentos, por tantas vezes que ouvi: “Professor você é o melhor”, “Quando eu crescer quero ser igual a você”, “Você ensina, com a linguagem da alma” frases como essas que escutei dos meus alunos e que ficarão gravadas para sempre na minha mente e guardadas no meu coração ...


A Ultima Apresentação do Festival Afro “com o Corpo Negro integrado ao CAIC” ...
Na verdade nessa apresentação a minha proposta era unir a minha despedida enquanto coreografo do grupo, o estilo contemporâneo da dança africana e suas matrizes culturais com um tom de alegria, paz, serenidade e harmonia além de pincelar na coreografia o lado lúdico de ser criança. Para isso o primeiro passo foi buscar a cor do figurino e nada melhor que a cor “branca” para identificar aquilo que eu gostaria de mostrar ao público presente. Como efeito usamos o papel picado, onde os próprios integrantes do “Corpo Negro” picaram os papéis e jogaram para cima na coreografia de abertura “Pérola Negra”.



O que eu senti quando vi os alunos do “Corpo Negro” apresentar no II Festival de dança afro – brasileira do CAIC?
Primeiramente antes de responder tenho que dizer que os integrantes do grupo só ficaram sabendo da minha saída no dia do festival, ou seja no ultimo ensaio quando ali eu sentei todos em círculo e expliquei os motivos pelo qual estava saindo, foi um momento também de despedida.
Ah... o que eu senti no momento da apresentação??? Noooossa na verdade na minha cabeça veio um flash back!!! fui lembrando de todas as ações culturais e educativas, realizadas com esses alunos se pudesse definir em uma palavra o que senti ... a palavra seria (realização).
Porque você escolheu as músicas Shimbalaiê e Deixa a Vida Me Levar?
Para responder essa pergunta poderia pegar as próprias letras, elas falam por si só ...
Shimbalaiê:
Pensamento tão livre quanto o céu
Imagino um barco de papel
Indo embora pra não mais voltar
Tendo como guia Iemanjá

Ser capitã desse mundo
Poder rodar sem fronteiras
Viver um ano em segundos
Não achar sonhos besteira
Me encantar com um livro, que fale sobre vaidade
Quando mentir for preciso, poder falar a verdade

Deixa a Vida Me Levar:
Sou Feliz e agradeço por tudo que Deus me deu!


Agradecimentos
Gostaria aqui de agradecer a todos que estiveram ao longo desses dois anos acompanhando de perto as atividades desenvolvidas pelo “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro do CAIC, agradecer aqueles que acreditaram no potencial desse grupo, que com certeza fez a diferença na história da Escola Municipal Aureliano Joaquim da Silva - CAIC, quando vejo nos olhos dos alunos a vontade de continuar, de não parar, de seguir em frente, gosto muito de uma frase do Psiquiatra e autor Augusto Cury que diz assim: “Quem ama seu mestre ama a matéria que ele ensina, quem não ama seu professor dificilmente amará suas idéias”. Assim foi o trabalho com os alunos do Corpo Negro, um trabalho que vai além da educação formal, laços afetivos que levarei para sempre na certeza de um trabalho bem feito, de dever cumprido e a resposta veio para todos que estiveram presentes no II Festival de dança afro – brasileira do CAIC.
E como já dizia os poetas: Sigamos sorrindo alegres com a nossa cultura, nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
Obrigado!!!
Gustavo Júnior
Seminário de Educação Étnico Racial
Oficina de dança afro – brasileira Ministrada as alunas do Curso de Pedagogia da FACIP/UFU
Prof. Gustavo Júnior

Introdução:

A Oficina Pedagógica de Dança Afro - brasileira tem como objetivo geral propiciar aos participantes atendidos, a construção da identidade étnica e cultural afro-brasileira. Possibilitando através do aprendizado da dança uma reflexão sobre as diversas corporeidades dançantes brasileiras e a superação do preconceito e da discriminação cultural e racial que cercam esta expressão cultural de matriz africana, desenvolvendo o ensino da dança dentro da compreensão de que esta é uma manifestação cultural de resistência da herança africana no Brasil.


Objetivos:

• Propiciar aos participantes do Seminário Étnico Racial a aproximação com a cultura afro-brasileira através das suas expressões culturais tradicionais, buscando a construção da identidade e pertença étnica á população afro-brasileira.

Reconhecer a dança afro como matriz cultural formadora da identidade e da consciência racial afro-brasileira como referência para a construção da consciência corporal e estruturação da auto-estima e auto-imagem.

Capacitar os participantes da oficina de dança afro – brasileira, ao manuseio do próprio corpo nas diferentes coreografias e ritmos provindo das sonoridades musicais afro.


Conteúdos & Metodologia:

• Recursos áudio visuais:
- Dança Afro e Educação Popular;
- Abertura Festival Pérola Negra CACE;

• Sintonia de palavras
- O professor inicia uma frase e os participantes repete a frase do professor e cria sua assim sucessivamente.
Eu fui a África e vi ...
Uma galinha de Angola.



• Coordenação Motora
- Desenvolver o exercício de coordenação motora, através de exercícios que possibilite a percussão corporal, o ritmo, a seqüência e a memória. (Peito, estrala, bate bate, estrala, peito, bate).


• Expressão Corporal
- Conhecer e avaliar a capacidade de cada participante individualmente expressar corporalmente expressões de: alegria, frio, tristeza, dor de barriga, dor de dente, amor, medo, preconceito, ódio ...

• Percepção
- Os participantes estarão em círculo, colocar um participante de fora da sala, escolher um mediador que fará exercícios livres e todos os outros vão repetir simultaneamente. O participante que ficou de fora tem por objetivo descobrir que esta liderando o grupo.


• Criatividade e Contação de História
- Desenvolver a capacidade de criar e imaginar histórias. Os participantes estarão sentados em círculo, o professor inicia a história e deixa que os participantes complementem a partir de um objeto mostrado.

Um jovem angolano caminhava solitário pela praia. Parou por alguns instantes para agradecer aos deuses por aquele momento milagroso: o deslumbramento de sua terra natal. O silêncio o fez adormecer em seu âmago, despertando inesperadamente com o bater das ondas sobre as pedras. De repente, surgiram das matas homens estranhos e pálidos que o agarraram e o acorrentaram. Sua coragem e o medo travaram naquele momento uma longa batalha... Ele chamou pelos seus pais e clamou pelo seu Deus. Mas ninguém o ouviu. Subitamente mais e mais rostos estranhos e pálidos se uniram para rirem de sua humilhação. Vendo que não havia saída, o jovem angolano ...

(Mostrar imagens africanas) ...

Seqüência 