Caros Leitores

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". A educação precisa tanto de formação técnica e científica, como de sonhos e utopias.
Sejam Bem Vindos!



████████████████████████████████████
████████████████████████████████████
████████████████████████████████████


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Projeto Entre na Roda “Aula de Pintura”

A supervisora Cida Marques do Projeto Entre na Roda, realizou atividade dirigida no sábado 17/04 os alunos assistiram a um vídeo inspirado pelo cantor toquinho música “aquarela” criaram diversos tipos de desenhos mostrando o poder da arte e criação que cada um possui.

Parabéns a supervisora Cida Marques por esta atividade tão bem elaborada e a todos que estiveram envolvidos na mesma.

















segunda-feira, 19 de abril de 2010

Será que ainda existe dia do índio ?















Hoje não irei postar um artigo para que meus leitores e alunos possam absorver conhecimentos, irei usar as mais simples palavras para descrever a indignação do esquecimento dessa data que merece não ser lembrada, mais sim vivenciada de forma que as pessoas se socialize com essa cultura.

19 de abril é comemorado o dia do índio, mas hoje no decorrer do dia ... parei e comecei a pensar sobre esta data, as horas foi se passando ... e não vi nada de mais... nenhuma movimentação cultural na cidade ... ninguém comentou nada sobre o assunto ... nos jornais tanto impresso como na televisão ninguém se pronunciou, na faculdade nada foi dito sobre o tema ... a rádio só se fala de política “um político falando do outro e você nem sabe quem esta certo ou errado” ...
O único momento que eu cheguei a ver algo sobre o assunto foi quando meu sobrinho Gabriel chegou da escola as 17:15h com o rosto pintado de verde e amarelo com dois riscos, e um cocar feito de papel. Foi o único momento que eu vi algo sobre o dia do índio.















Mas vem cá! Cadê os índios do nosso pais ?
Cadê as historias, os rituais, as danças, as comidas e os costumes indígenas ?
Por que é tão fácil falar de violência, corrupção, da vida do outro, e é tão difícil falar um pouquinho daqueles que construíram a identidade cultural desse pais chamado: Brasil.

E esses 2 riscos no rosto do meu sobrinho, esse cocar feito de papel será quem tem alguma importância, será que ele vai saber identificar o porque daqueles 2 riscos e do cocar ? Ou isso foi feito apenas para não passar em branco esse dia na escola! Cadê as multiplicidades de pinturas indígenas que existe, já observou os professores de hoje em dia só fazem 2 riscos nos rostos dos alunos e muitos deles nem ser quer sabe o que significa.

Eu as vezes paro e fico envergonhado com certas ocasiões que acontecem, como as pessoas estão sem cultura, sem fonte de pesquisa, sem estudo, sem consciência do que é ser brasileiro, cidadão, educador, político, advogado entre outras profissões. As pessoas estão muito gananciosas, hoje não se vê diálogo entre pai filho, as famílias não fazem as refeições na mesa todos unidos, as crianças em vez de estar brincando e curtindo seus momentos de infância, estão na frente de um computador falando com estranhos. As drogas estão cada vez mais cedo tomando conta dos adolescentes.
____________________________________________________

Deixo a música do Grupo Facção Central como reflexão a este dia:

Link da música abaixo, copia e cola no navegador:
http://www.youtube.com/watch?v=9Z1704qGhxg


Mudar o mundo é impossível é o q a maioria diz
Engole a dor engole o ódio e tenta ser feliz
Muitas vezes já pensei sinceramente em desistir
Nessas idas e vindas da minha vida... Certo dia numa esquina
Fui separar uma briga dois moleques de rua
Roupa velha toda suja naquela calçada imunda
Retrato do descaso produto da miséria
O clima se acalmou e nos trocamos uma idéia
No final perguntaram quem eu era...
Sou ALIADO G do grupo FACE DA MORTE
Graças a Deus eu tenho família eu tive outra sorte
E o moleque canto um trecho do TATICO CINZA
E perguntou p/ mim vc já fez show lá em Brasília?
Eu respondi q sim... Ele todo sorridente
Então quando voltá-la leva um recado ao presidente
Pra não deixar mais a policia vir aqui bater na gente
Mandar comida pro sertão que o povo ta passando fome
Aqui a gente se vira roubando bolsa de madame então...
Vi os olhos deles brilhar
Mesmo sem ter um lugar pro coitado se abrigar
Do frio e da chuva apesar
De sua coberta ser a lua ele é o futuro da nação
É a esperança deitada numa cama de papelão
Que divide a calçada com os vira-latas
Que atravessa as madrugadas geladas e tem amor no coração
E ainda pensa na fome dos irmãos do sertão
Infelizmente essa é sua rotina
Desse jeito leva a vida ate a próxima chacina
Ele é apenas mais um que o imperialismo extermina
É por essa e outras q não posso parar
Preciso continuar minha luta contra isso
Já sei qual o caminho
Já conheço o inimigo
To ligado sangue bom também sou cheio de defeitos
Mas não posso me cansar porque não tenho esse direito!

sábado, 10 de abril de 2010

“Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro, faz Apresentação na Abertura do Seminário de Formação de Professores "PIBID"

Hoje mais uma vez o “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro Brasileiro do CAIC deu um show de dança no palco do conservatório estadual de música, na abertura do seminário de formação de professores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID.
Os alunos do “Corpo Negro” foram acompanhados pelo professor e coreógrafo: Gustavo Júnior e pela supervisora Beatriz Menezes.
Desde a chegada ao evento fomos muito bem recebidos pela equipe de execução do PIBID que nos acolheu de forma muito receptiva.
O palco em si e os dançarinos encantaram a platéia que por diversas vezes sentados nas cadeiras, se remexiam e movimentavam ao toque e ritmos das músicas apresentadas.
O “Corpo Negro” esta em momento de muita interação com palco, os dançarinos e o público, sem dizer da forma de trabalho que esta em cada aula com bastante produtividade, estaremos preparando durante esse mês de abril para se apresentar no aniversário do CAIC, um evento muito bem preparado por toda a equipe CAIC, que faz com pequenos gestos grandes conquistas. Estará acontecendo horários extras para melhor aperfeiçoamento nesta apresentação que serão: as segundas feiras das 15h ás 16:30h as quartas – feiras das 13h as 14:30h no auditório do CAIC “Aureliano Joaquim da Silva”
Não se esquecendo que os nossos horários fixos continuam normalmente as sextas – feiras das 13h ás 15h e aos sábados das 7:30 as 11:30.

Abaixo segue um texto para os alunos do “Corpo Negro” Grupo Cultural Afro – Brasileiro ler e continuar acompanhando os artigos do blog que muito contribui para o processo de formação cultural de cada um.

Quando meu corpo dança ...

Eu danço aquele dia. Danço aquilo que fiz. Danço aquilo que pensei. Danço aquilo que senti.
No mover dos meus braços está aquela felicidade. Estão em meu rosto todos os sorrisos...
Danço aquela lembrança, aquele passado nunca esquecido. Nas minhas pernas está esse caminhar longínquo enquanto danço...
Danço aquele alguém. Danço o amor. Está em meus olhos enquanto me movo...
Danço aquela discussão que tivemos. E aquela que não. A raiva que senti está em meu rosto, enquanto meu corpo faz aquele movimento... sai pelos meus poros junto ao suor...
Danço aquela dor. Meu corpo diz... Diz sobre meus medos e minhas angústias enquanto danço...
Danço aquilo que gostaria de falar e não falei. Digo com o meu corpo enquanto danço. Quando travei meus dentes com força para prender as palavras que queriam sair... não saíram naquele momento, mas saem naquele giro...
Danço aquela mágoa, deixando passar o momento. Era sofrimento. Torna-se perdão naquele salto...
Danço aquele choro. Meu corpo desenha as lágrimas e diminui o tamanho daquela dor enquanto danço...
Danço os meus segredos. Os mais íntimos e indizíveis. Meu corpo escreve essas palavras não ditas enquanto danço. Até os meus dedos movimentam essas sensações...
Danço os meus sonhos, minhas fantasias... estão em cada passo. Meu corpo paira sobre nuvens... são os meus sonhos esquecidos... perdidos... estão ali enquanto danço...
Danço a minha vida. Os movimentos, ao mesmo tempo que refletem, revivem... vivem... resolvem... tocam... terminam... começam...
Mostram e me tornam aquilo que sou...
Danço tudo de mim.
Danço a mim mesmo...
E, ao fim, ofegante... respiro a minha história.

Com carinho Professor e Coreógrafo: Gustavo Júnior
10/04/2010





















quinta-feira, 8 de abril de 2010

Coco "Uma Dança de Roda"

O Coco também é chamado "bambelô" ou "zamba". É um folguedo dançado na região praiana do Norte e do Nordeste, sobretudo em Alagoas. É uma dança de roda ou de fileiras mistas, de conjunto, de pares, que vão ao centro e desenvolvem movimentos ritmados, tendo como destaque o passo da umbigada que, ao ser realizado, anuncia a entrada de outros solistas no círculo. A percussão tem destacada presença na música da dança e é normalmente acompanhada por palmas e sapateados, hoje realizados com tamancos para imitar o barulho dos cocos quebrando.
Sua origem é bastante discutida, há quem afirme que aqui tenha chegado na
bagagem dos escravos africanos e há quem defenda a teoria de que ela seja o produto do encontro da raça negra com o nativo local. Conta-se a história que os negros para aliviar as dores do trabalho de quebrar os cocos secos com os pés e embalados pelo barulho que faziam, cantavam e dançavam.Apesar de mais freqüente no litoral, acredita-se que o Coco tenha surgido no
interior de Alagoas, provavelmente no Quilombo dos Palmares, onde se misturavam escravos índios com africanos, no início da vida social brasileira (época colonial). A dança do Coco continua sendo a expressão de desabafo da alma popular, da gente mais sofrida do Nordeste brasileiro.
O Coco, a exemplo de outras danças tipicamente brasileiras, apresenta grandes variedades de formas.
Variadas são as modalidades, conforme o texto poético, a coreografia, o local e o instrumento de música. Os “Coco solto”, “Quadras”, “Embolada”, “Coco de entrega”, “Coco dez pés”, são referidos pela métrica literária.

Muitos deles caíram em desuso, por causa das influências culturais urbanas e da repressão das
autoridades (há um grau de erotismo embutido nas danças), mas ainda são praticados nas festas
juninas. Um dos Cocos mais populares é o de embolada, que se caracteriza pelas curtas frases
melódias repetidas várias vezes em cadência acelerada, com textos satíricos (quase sempre
improvisados, em clima de desafio) onde o que importa é não perder a rima. O Coco possui dois ritmos distintos, o "tropé" ou "tropel", que é um sapateado vigoroso, marcado pelos pés descalços ou tamancos pesados e que se ajusta àquele executado nos instrumentos musicais. A umbigada está presente em muitas variantes.As canções variam de acordo com região, que enriquece o repertório.
O Coco é um folguedo do ciclo junino, que é dançado também em outras épocas do ano.


Copia e Cola no navegador o link abaixo referente a Dança do Coco e veja o video:
http://www.youtube.com/watch?v=sR3ntcSXZuY&feature=related








sábado, 3 de abril de 2010

História da Dança Afro

A dança afro surgiu no Brasil no período colonial, foi trazida por africanos retirados do seu país de origem para realizarem trabalho escravocrata em solo brasileiro. Esse estilo de dança foi registrada primeiramente na composição de religiões africanas e começou a se fortalecer em meados do século XIX com a ajuda dos tribos: sudaneses; bantos (dois povos situados em território africano) e os indígenas, que foram responsáveis pela criação do candomblé e de outros segmentos regionais que deram origem à dança dos caboclos e outros aspectos da cultura africana.
A diversidade de ritmos culturais existentes hoje, foi oriunda de uma miscigenação que desenvolveu a identidade cultural do Brasil. Ao longo dos anos a dança de origem africana começou a ser modelada e encaminhada a diferentes estados. A sua trajetória teve início com o fim da escravidão, e em meados dos anos 20 e 30 do século passado, os negros começam a migrar para o Rio de Janeiro deixando marcas do samba e umbanda (uma variação da religião afro brasileira, com influencias do Kardecismo que desenvolveu um novo modelo de entidade cristã denominada Exu), no estado que contribuiu com a fixação e a valorização de raízes da mestiçagem projetada no país.
Já nos anos 50 e 60 deste mesmo século, a crescente industrialização fez com que o povo que no início migrava para o Rio de Janeiro, desloca-se para São Paulo, consequentemente acabam divulgando e difundindo a cultura afro brasileira. Nos anos 70 com o movimento da contracultura, olhos são voltados para o nordeste, e a Bahia é redescoberta em diferentes setores culturais, o estado é finalmente visto como um ponto turístico de máxima importância para história brasileira, por ser formado basicamente pela cultura afro.
Depois que a umbanda alcançou um devido status, o candomblé tornou-se referência e a dança passa a ser visualizada de maneira marginalizada, por estar quase sempre associada a uma adoração de deuses africanos. Esse quadro tende a ser modificado um pouco quando a dança africana recebe características decorrente dos estudos da bailarina e antropóloga negra norte americana Katherine Dunca, finalmente a dança começa a ter uma receptividade popular diferente, recebendo até variações que conhecemos hoje, e é denominada como ballet negro ou afro.
A sociedade vive um momento de transformação na cultura negra, hoje ela não é só valorizada por ser de origem afro descendente, como também é reconhecida por uma questão de identidade histórica que consolidou o processo de miscigenação do país. Atualmente os projetos de fortalecimento dessa cultura como o Ilê aiyê, Akomabu, Abanjá, e Male de Balê, são amplamente conhecidos, por trabalhar com jovens que visam ser inseridos na sociedade para combater a discriminação racial, e para divulgar cada vez mais a cultura que construiu parte desse país.